O céu da minha mente

No império dos verbos ausentes somos caçadores dentro de nossas mentes, pois as palavras sabem se organizar e quando tentamos caça-las, simplesmente escapam de nossa face angustiante forjada pelo lapso que não se lembra do que gostaria de dizer a respeito do sempre quis ser. Você consegue lembrar da infância? reino incontestável, cheio de cores e significados que nossos pequenos pés conseguem recordar quando expostos na lama que a chuva nos ofertou só pelas incansáveis vezes que descansos nos atrevemos a correr com a cara nua, livres na rua que criamos sem pestanejar.

Hoje, o que tu fazes pra ser o que desejou nas avenidas da tua vida? mas antes de tudo, pare, respire, transpire e se afogue no você disse. Você saiu de seu lar caminhando com seus próprios pés, você pode pensar que seus pais pagaram a viagem, mas quem pagou foram vocês. Ao chegar aqui seus pais não sabiam, mas perderam seus filhos ao permitir que se deixassem levar pelos ventos de seus desejos oníricos.

Não somos e nem de perto parecemos com o garoto e garota que andava ao lado dos pés de nossos pais, pois agora temos nosso próprio caminho, graças aos pais pelo carinho cirurgicamente recebido ao doar em cada ecossistema das fases de nossa vida.